
Foto: José Aldenir/Agora RN
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) emitiu um alerta após registrar um aumento de 60,2% nos casos de ciguatera no Rio Grande do Norte em 2026. Até o dia 11 de junho, o estado contabilizou 141 ocorrências da intoxicação alimentar, número superior aos 88 casos registrados durante todo o ano de 2025.
A ciguatera é uma doença causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina que não altera o sabor, o cheiro ou a aparência do alimento e que permanece ativa mesmo após o cozimento, congelamento ou salga.
Desde 2022, o Rio Grande do Norte notificou 259 casos suspeitos da doença, distribuídos em 46 surtos. Desse total, 113 foram confirmados e duas pessoas morreram em decorrência da intoxicação.
Segundo a Sesap, a maioria dos casos ocorre após o consumo de peixe em residências, responsáveis por 64% das ocorrências. Os demais episódios foram registrados em restaurantes e estabelecimentos comerciais.
A espécie mais associada à transmissão da toxina no estado é a bicuda (barracuda), responsável por 45,13% dos casos confirmados. Também aparecem entre os peixes relacionados à doença a arabaiana, dourado, cioba, pescada-branca, galo-do-alto, pargo e sirigado.
Os dados mostram ainda que as mulheres representam 59,3% dos registros e que adultos entre 20 e 59 anos concentram a maior parte dos casos. Natal lidera as notificações, seguida por Touros, Ceará-Mirim, Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz.
Sintomas
Os primeiros sintomas costumam surgir entre alguns minutos e até 48 horas após o consumo do pescado contaminado. Entre eles estão dores abdominais, náuseas, vômitos e diarreia.
Os sinais neurológicos, porém, são os mais frequentes e podem persistir por meses ou até anos. Os pacientes podem apresentar coceira intensa, dores no corpo, dormência, gosto metálico na boca e inversão térmica, sensação em que o frio parece quente e o quente parece frio. Em casos graves, também podem ocorrer queda da pressão arterial e redução dos batimentos cardíacos.
Orientações
A Sesap recomenda que pessoas com sintomas após o consumo de pescado procurem imediatamente atendimento médico e informem o histórico de alimentação. Sempre que possível, a orientação é identificar a espécie consumida e preservar amostras do peixe para análise da Vigilância Sanitária.
O órgão também orienta evitar o consumo de pescados de procedência desconhecida ou de espécies frequentemente associadas à ciguatera.
Fonte Agora RN
Nenhum comentário:
Postar um comentário