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domingo, 4 de julho de 2021

MANIFESTANTES VÃO ÀS RUAS POR IMPEACHMENT DE BOLSONARO EM TODAS AS CAPITAIS DO PAIS.

Foto Reuters
Denúncias de corrupção no governo federal envolvendo vacinas contra a covid-19 fizeram manifestantes voltar às ruas neste sábado (3) e continuarem na pressão pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Atos foram registrados em todas as capitais. Os atos deste sábado receberam o nome de "3JForaBolsonaro". Levantamento preliminar da frente Povo Sem Medo contabiliza atos em 361 municípios no Brasil e no exterior.

Nos últimos dois meses, esta é a terceira manifestação organizada por opositores do governo com atos programados em centenas de cidades do País; o primeiro foi em 29 de maio e o segundo, em 19 de junho. Além do impeachment, os manifestantes pedem a retomada do auxílio emergencial de R$ 600 e a vacinação em massa da população. Este é o primeiro ato após o pedido unificado de impeachment, protocolado na Câmara dos Deputados na quarta-feira (30).
Os atos deste sábado foram organizados por movimentos sociais como MST, MTST, frente Povo Sem Medo, Brasil Popular, Coalizão Negra por Direitos, União Nacional dos Estudantes (UNE), Central de Movimentos Populares (CMP) e Uneafro Brasil. Partidos como PT, PSOL e PCdoB apoiam as manifestações. Desta vez, militantes de direita e de partidos como o PSDB também aderiram às manifestações.

Rio Grande do Norte

Em Natal e em Mossoró, centenas de pessoas foram às ruas para protestar contra o governo do presidente Jair Bolsonaro e a favor da imunização contra a covid-19. A manifestação foi convocada por movimentos sociais e centrais sindicais. Na pcapital potiguar, a movimentação ocorreu por volta das 15h, com concentração no cruzamento das avenidas Senador Salgado Filho e Nevaldo Rocha. Já na capital do Oeste,a movimentação teve início às 7h, com concentração no Arte da Terra, na Av. Presidente Dutra.


Exterior

Assim como nos últimos dois atos, protestos contra o presidente Bolsonaro também foram registrados no exterior. Em Berlim, na Alemanha, dezenas de manifestantes se reuniram no Portão de Brandemburgo. Segundo informou a agência de notícias Deutsche Welle em sua conta brasileira no Twitter, eles criticaram a gestão da pandemia no Brasil, pediram o impeachment de Bolsonaro, além de denunciarem a violência contra os povos indígenas. Cartazes também lembravam a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018.

Além da capital alemã, também foram registrados atos em Munique e Viena.



Atos adiantados

As manifestações de hoje estavam previstas para ocorrer somente em 24 de julho, mas foram antecipadas pelos organizadores depois do caso Covaxin vir à tona na CPI da Covid.

Bolsonaro foi acusado de prevaricação por membros da comissão depois de o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmar em depoimento que alertou o presidente da República sobre supostas irregularidades na compra de milhões de doses da vacina indiana contra a covid-19. Senadores protocolaram uma notícia-crime contra Bolsonaro na última segunda-feira, 28. A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na noite de sexta-feira, 2, a abertura do inquérito para investigar o presidente. Rosa Weber acolheu pedido assinado pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros.

Na quarta-feira (1º), siglas da esquerda, centro e direita, além de ex-bolsonaristas, protocolaram na Câmara um "superpedido" de impeachment de Bolsonaro. O documento lista 23 crimes que teriam sido cometidos pelo presidente desde que tomou posse. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também convocou uma reunião extraordinária para o dia 20 de julho com o objetivo de discutir a apresentação de um pedido próprio de impeachment.

No último dia 19 de junho, dezenas de milhares de pessoas protestaram contra o presidente em mais de 400 cidades do Brasil e do exterior. Os protestos ocorreram de maneira pacífica e reuniram, segundo os organizadores, mais de 750 mil pessoas. Pelas redes sociais, o presidente Bolsonaro ironizou os protestos. O chefe do Executivo postou o vídeo de um protesto pequeno em Paranaguá para dar a entender que não houve adesão às manifestações.
Redes sociais

Desde o início da manhã, as manifestações contra o presidente Bolsonaro estiveram entre os assuntos mais comentados nas redes sociais. Pelo Twitter, parlamentares de oposição ao governo fizeram postagens contra o presidente. Alguns políticos estiveram no protesto presencialmente, outros acompanharam virtualmente.

O senador Rogério Carvalho (PT), que é médico, citou as suspeitas de cobrança de propina na compra de vacinas contra a covid-19 por parte de integrantes do Ministério da Saúde. "Já existia vacina, mas o governo preferiu a propina! #3JForaBolsonaro", comentou na rede social.

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), publicou imagens da manifestação em Belém. "Muita gente tomando as ruas para pedir o impeachment de Jair Bolsonaro. De norte a sul do país, o povo quer o fim do governo da morte!", escreveu.

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (Psol) participou do protesto na cidade. Pelo Twitter, ele disse: "Participei das manifestações democráticas contra a política genocida do governo Bolsonaro e em homenagem às mais de 520 mil vítimas da covid-19 no Brasil. Por vacina para todos e todas e comida no prato do povo".

A deputada federal Sâmia Bonfim (Psol) publicou mensagem em defesa do impeachment de Bolsonaro acompanhada de um vídeo do ato no Rio de Janeiro. "GIGANTE! Multidão ocupou as nas ruas do Rio de Janeiro contra o genocida. Não vai cair, vamos derrubar!", disse.

Registros das manifestações também viralizaram nas redes neste sábado. Um dos conteúdos de maior alcance é uma foto que mostra uma criança segurando o cartaz "Cadê a vovó?", no Rio de Janeiro. Ela foi compartilhada por nomes como Guilherme Boulos (Psol) e Manuela D'Ávila (PCdoB), entre outros perfis.

Outra imagem que repercutiu no Twitter é de uma mulher no Recife relatando em um cartaz que o marido morreu porque fez o "tratamento precoce" propagado por Bolsonaro quando precisava de vacina.

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