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As campanhas dos nove candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte apresentam diferenças significativas na movimentação financeira registrada até o momento na Justiça Eleitoral. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as candidaturas de Álvaro Dias (PL), Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) concentram os maiores volumes de recursos declarados entre os candidatos que apresentaram informações, que juntos, somam R$ 11.057.196,93 milhões em receitas.
Conforme levantamento feito no sistema DivulgaCandContas do TSE, pelo menos quatro das candidaturas ao Governo já apresentaram informações financeiras registram despesas superiores às receitas declaradas - Álvaro Dias), Allyson Bezerra), Cadu de Lula e Rodrigo de Bolsonaro (Agir). O somatório de despesas de todo os candidatos chega a R$ 15,5 milhões.
O limite de gastos estabelecido para a campanha de governador é de R$ 7.115.522,46. Os dados utilizados na comparação são os registros constantes da prestação de contas eleitoral consultada até a sexta-feira (25).
Álvaro Dias, candidato pelo PL, declarou R$ 5,018 milhões em receitas e R$ 5,770 milhões em despesas, das quais R$ 2,028 milhões já haviam sido pagas. A principal fonte dos recursos é a Direção Nacional do PL, responsável por R$ 5 milhões, equivalente a 99,63% das receitas declaradas.
Também aparecem como doadores o candidato a vice-governador Anteomar Pereira da Silva (PL), o “Babá”com R$ 15 mil; José Garcia Filho, com R$ 3.360; e Enrique Robledo, com R$ 100.
Na campanha de Allyson Bezerra, foram registrados R$ 4,653 milhões em receitas, enquanto as despesas já chegam a R$ 6,673 milhões em despesas, com R$ 2,355 milhões em despesas pagas. A Direção Nacional do União Brasil responde por R$ 4,055 milhões, ou 87,15% dos recursos. A Direção Estadual do partido aparece com R$ 549.993,20, enquanto op candidato a vice-governador, deputado estadual Hermano da Moraes (MDB) declarou doação de R$ 48 mil.
A candidatura de Cadu de Lula, pelo PT, declarou R$ 1,38 milhão em receitas e R$ 2,94 milhões em despesas, com R$ 1,021 milhão já pago. A Direção Nacional do PT é responsável por R$ 711.552,25, correspondente a 56,17% da arrecadação. O PSB nacional aparece com R$ 210 mil, enquanto deputado federal Mineiro (PT) doou R$ 150 mil. Também foram registrados R$ 50.263 provenientes do QueroApoiar.com.br e R$ 30 mil de um empresário do turismo.
Entre as demais candidaturas, Robério Paulino (PSOL) declarou R$ 101,2 mil em receitas e R$ 44,9 mil em despesas, com R$ 24.311,50 pagos. A Direção Nacional do PSOL responde por R$ 90 mil, ou 88,93% da arrecadação. O próprio candidato aparece com R$ 11 mil em doações.
Arinalda do MLB (UP) registrou R$ 40,23 mil em receitas. O documento não apresenta informação sobre despesas. A Direção Estadual da UP aparece com R$ 23.530, enquanto a Direção Nacional destinou R$ 12 mil à candidatura.
Já Dario Barbosa (PSTU) declarou R$ 28.002 em receitas e R$ 23.500 em despesas. Todo o valor arrecadado, segundo os dados apresentados, teve origem na Direção Nacional do PSTU.
A candidatura de Rodrigo de Bolsonaro (Agir) apresenta uma movimentação financeira bastante inferior às demais: foram declarados R$ 222,40 em receitas e R$ 26.222,40 em despesas, com R$ 222,40 pagos. A única doação registrada é de Shirlei Barros de Medeiros, no valor de R$ 222,40.
As candidaturas de Godeiros Linhares (DC) e Henrique Lyra (PCO) não apresentavam, no levantamento utilizado, informações sobre receitas.
Recursos partidários predominam
Os dados mostram que os recursos provenientes das direções nacionais e estaduais dos partidos representam parcela expressiva do financiamento das principais candidaturas ao Governo do Estado. No caso de Álvaro Dias, praticamente toda a arrecadação declarada tem origem na direção nacional do PL. Em Allyson Bezerra, os diretórios nacional e estadual do União Brasil também respondem pela quase totalidade dos recursos.
Na candidatura de Cadu de Lula, embora a direção nacional do PT seja a principal fonte, há participação de outras fontes de financiamento, incluindo o PSB e doadores individuais.
A movimentação financeira, entretanto, não representa necessariamente o resultado final da prestação de contas, já que os números podem sofrer alterações durante o processo de declaração, análise e julgamento das contas pela Justiça Eleitoral.
Fonte Tribuna do Norte
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